Botox: como e quando?
23 de maio de 2005 por da Redação
**Fonte: Vera Morais Assessoria
Estima-se que a toxina botulínica movimente mais de R$100 milhões de reais por ano no país, graças à explosão de consumo que ocorreu a partir do ano 2000, quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa – liberou a comercialização da substância no mercado brasileiro. Independente da especificidade do botox é bom esclarecer que, nem tudo pode ser corrigido com o produto que parece ter surgido como o salvador da pele (literalmente) de muitas mulheres.
Cinco anos atrás, quem quisesse atenuar as marcas do envelhecimento se submetia ao corta, puxa e costura da cirurgia plástica. Hoje, o ramo da estética oferece opções variadas e específicas para cada imperfeição cosmética. Quem imaginou que as rugas de expressão desaparecessem com apenas uma picada de agulha? E mais: sem intervenção cirúrgica nem anestesia. Com a toxina botulínica, ou o popular botox, a especulação virou realidade. O segredo é que a substância interfere nos músculos, região que a cirurgia plástica não alcança.
O consumo do botox colocou o Brasil em segundo lugar no ranking, perdendo apenas para os EUA. Segundo a Dra Deusa Pires Rodrigues, especialista em cirurgia plástica e membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, anteriormente, a substância era usada apenas para fins terapêuticos. Aplicava-se o botox para aliviar dores de cabeça intensas. Como efeito colateral notava-se nos pacientes a atenuação das rugas de expressão. Daí, não demorou para que a toxina fosse usada para objetivos estéticos., conta a especialista.
A aplicação da substância dura aproximadamente 10 minutos, com uma leve picada de agulha em cada ponto do rosto. A paralisia muscular causada pela aplicação volta ao normal em cerca de 6 meses, sendo necessária uma nova aplicação para manter a paralisia. Isso acontece não porque o botox perde o efeito. Na verdade, ele obstrui os receptores musculares e fica lá para sempre; mas depois de um tempo o músculo forma novos receptores e volta a contrair-se, explica a Dra Deusa.
De acordo com a médica, novas aplicações não devem ser feitas em menos de 6 meses, já que o uso freqüente do botox pode estimular a produção de anticorpos. Quanto aos efeitos colaterais, a especialista tranqüiliza: Se utilizada corretamente, a toxina não traz prejuízo para a saúde, nem toxicidade, uma vez que a dose é pequena. O máximo que pode acontecer é a substancia infiltrar-se em regiões adjacentes, causando a queda da pálpebra, por exemplo.
A médica lembra que a utilidade do botox não pode ser confundida com outros procedimentos. As finalidades da intervenção cirúrgica e do botox são diferentes. Existem problemas que a toxina não soluciona, e outros que a cirurgia não pode corrigir. Por essa razão, é preciso distinguir quais os casos mais adequados para cada aplicação, explica.
A flacidez da pele decorrente do envelhecimento, por exemplo, demanda uma intervenção cirúrgica. Quando a pele perde a sustentação, a única maneira de corrigir o problema é com a cirurgia plástica, que vai cortar e eliminar o excesso cutâneo, esclarece a Dra Deusa. Já o uso do botox está relacionado com a ação dos músculos faciais, que são responsáveis pelos diferentes aspectos da mímica do rosto humano. Esses músculos servem para demonstrar emoções. Porém com o passar dos anos, as contrações causam sulcos na pele que podem tornar-se permanentes, conhecidas como rugas de expressão, afirma. De acordo com a médica, esse problema pode ser corrigido, atenuado ou prevenido com a aplicação do botox, que causa a paralisa destes músculos.
Já as rugas finas e manchas na pele, decorrentes do envelhecimento pela exposição prolongada ao sol, não podem ser corrigidas por plástica nem por botox. Os pequenos sulcos e a má distribuição da coloração cutânea só podem ser atenuados com um lixamento da superfície da pele, conhecido como peeling, explica a especialista.
Dra. Deusa Pires Rodrigues – Especialista em Cirurgia Plástica – Membro Efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
Rua Doutor Neto de Araújo, 320, conj. 105
Vila Mariana
(11) 5084-4193




