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Tendências do mercado de beleza: venda de produtos aliada à prestação de serviços – cobrados ou gratuitos – faz redes crescerem

4 de agosto de 2005 por da Redação  

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Para Celina Kochen, consultora especializada em varejo, as exigências do consumidor fazem com que os varejistas de cosméticos e perfumaria se aliem aos fabricantes para oferecer ao mercado muito mais do que produtos. Números do mercado de Beleza mostram que o segmento tem fôlego para crescer muito

O mercado de Beleza é um dos que mais crescem no País. Antenadas à necessidade e à exigência dos clientes, que querem mais do que comprar bons produtos, as redes varejistas agregam serviços para fidelizar clientes e aumentar o faturamento.

Para Celina Kochen, da consultoria de varejo e franchising que leva seu nome, um dos pontos positivos desta tendência é a parceria entre varejistas e fabricantes. “Hoje, já se vêem demonstradoras treinadas pelas fábricas em diversas lojas, de qualquer porte, mostrando aos clientes os benefícios de seus produtos e, em muitos casos, aplicando cosméticos na hora”, comenta. “Isso faz com que o ticket médio das lojas aumente, já que o cliente passa mais tempo na loja e se interessa por outros produtos, com a finalidade de complementar aquele tratamento oferecido”, diz.

Celina explica que nem sempre os serviços oferecidos são gratuitos – o que não atrapalha o negócio. “A Anna Pegova é um exemplo de sucesso neste quesito. Os tratamentos são realizados com produtos de sua marca, mas todos são cobrados. O sucesso do empreendimento é grande, já que a marca cresceu com excelente conceito junto ao seu público-alvo”.

Outro case apontado por Celina é o da Dermage, que disponibiliza em suas lojas cadeiras e profissionais para que os clientes realizem testes de produto e maquiagem. “Mais uma vez, nota-se o aumento das vendas, já que o cliente se interessa por outros produtos na demonstração, neste caso gratuita”, informa.

O mercado de Beleza

A ABIHPEC – Associação Nacional da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos divulga números expressivos do setor. Em 2004, o setor faturou R$ 13,1 bilhões, contra R$ 11 bilhões no ano anterior, um crescimento de 15,5% em apenas um ano. Mesmo se levarem-se em conta os anos anteriores, este setor demonstra fôlego, já que a média de crescimento dos últimos cinco anos é de 8,2%, contra os 2,6% do PIB e 2,4% da indústria em geral. Vários são os fatores que apontam o crescimento, conforme diz a associação, dentre eles se destacam a participação crescente da mulher brasileira no mercado de trabalho, a utilização de tecnologia de ponta e o conseqüente aumento da produtividade, favorecendo os preços praticados pelo setor, que tem aumentos menores do que os índices de preços da Economia em geral; lançamentos constantes de novos produtos atendendo cada vez mais às necessidades do mercado e aumento da expectativa de vida, o que traz a necessidade de conservar uma impressão de juventude.

Alternativa de negócio

Celina Kochen aponta o segmento como uma boa alternativa de negócio, desde que o investidor tenha cuidados que servem para qualquer ramo do varejo: analise consciente do ponto comercial escolhido; mapeamento do público consumidor do local, com a finalidade de saber se este público consome efetivamente os produtos que se vai comercializar; visualização da concorrência; definição correta dos preços de venda, entre outros. “E, o mais importante, é apostar na tendência de aliar bons produtos a bons serviços”, finaliza a consultora.

Sobre Celina Kochen

Celina Kochen começou sua vida profissional como estagiária, fazendo uma pesquisa para o Flamboyant Shopping (Goiânia), que estava sendo inaugurado no início da década de 80. Nesta pesquisa, entrevistando os superintendentes dos shoppings existentes naquela época (não eram muitos), o comércio começou a ganhar uma adepta.

Apesar de estudar Editoração e Publicidade e seu sonho ser marketing editorial, o encontro com um amigo surfista e uma grande idéia mudou o seu rumo profissional. Ela começou ajudando este amigo a organizar a área comercial da pequena confecção e loja que este acabara de abrir. Assim nascia o departamento comercial da Ocean Pacific. Celina organizou seu sistema de venda ao atacado, a implantação das suas lojas próprias, seu sistema de franquia e o seu marketing.

A OP virou mania nacional e ícone da década de 80. Como a empresa tomou novos rumos, a consultora decidiu aprofundar seus conhecimentos em varejo e oferecê-los em forma de consultoria. Hoje, a Celina Kochen Varejo e Franchising é uma das mais renomadas consultorias de varejo especializado em Moda, Decoração e Beleza. Ela atende marcas renomadas como Fórum, Hering, Cori, Yachtsman, VR, Puket, Capodarte, Anna Pegova, M Martan, China in Box, Teto, Open (da qual Celina é proprietária), André Apasse, Animale, Paola Da Vinci, Lucy in the Sky, Onix, Bureau Paulista, Jacaré do Brasil, Fility, Diamond Mall, Morumbi Shopping, Shopping Pátio Higienópolis, entre outras.

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