Mario Queiroz diz que moda no suprfluo
23 de agosto de 2005 por da Redação

Um dos nomes de maior destaque da safra de estilistas nacionais, Mario Queiroz, também professor do curso superior de Moda da Universidade Anhembi-Morumbi (SP), abordou a história do índigo, em palestra, no último dia 9, no auditório Castelo Branco da Universidade Federal do Ceará(UFC), dentro da programação do Jeans Tudo nas Universidade promovido pela Santana Textil do Brasil®
Num papo descontraído e repleto de dicas preciosas para quem quer descobrir o caminho do sucesso no concorrido mercado fashion, Mario apresentou a moda como elemento de fundamental importância na referência cultural. Na minha visão, a moda não é supérflua. Ela fala da verdade do nosso dia-a-dia, afirmou ao comentar imagens de sua última coleção apresentada na São Paulo Fashion Week, inspirada no movimento estudantil e agitação política na década de 70.
Mesclando sua apresentação sobre a evolução da modelagem das calças jeans com conselhos aos futuros profissionais que lotavam o auditório, recomendou muita dedicação aos estudos de Artes, Cultura e História para que o universo criativo seja enriquecido. Precisamos ter humildade para reconhecer que os jovens lêem muito pouco e, se não lemos, somos carentes de cultura.
Defendeu, ainda, a utilização de um denim mais leve nas coleções criadas no Nordeste. Este é um bom desafio aos jovens estilistas. O índigo com menos onças possibilita inúmeros recortes e novas propostas não só nas calças, mas em saias e vestidos.
Mario Queiroz destacou que o desafio do estilista não é inovar demais e sim propor novidades que sejam bem aceitas pelo mercado. Difícil não é ousar e sim fazer coisas novas que vendam, lembrou.
Falou também do seu processo criativo e explicou a importância da definição de uma temática de moda ampla para o desenvolvimento de uma coleção. Destacou a importância da pesquisa sobre tudo aquilo que se refere à abordagem escolhida. Destacou que o profissional deve conhecer bem as matérias-primas, checar fornecedores, primar pelo desenho técnico e acompanhar de perto todo o processo de produção. Além disso, lembrou que o estilista deve ter noção de produção gráfica para poder avaliar, por exemplo, a concepção de um catálogo e de relações empresariais para que saiba buscar patrocínios.
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