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Universidade Positivo apresenta técnicas de design aplicado a superfícies em curso ministrado pela especialista Renata Rubim

23 de abril de 2009 por da Redação  

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Um rapaz navega na internet e encontra um desenho, uma charge ou uma imagem interessante para estampar uma camiseta. Na internet mesmo, procura um ilustrador que possa transformá-la em decalque para ser aplicado numa peça qualquer. Sem se esforçar muito, o rapaz acabou de criar algo que reproduz seu estilo. Falando de maneira simples, ele criou moda.

Mundo afora, estilistas não precisam de muita coisa para elaborar suas peças. Talento e criatividade são dois quesitos fundamentais para isso. No entanto, do desenho para o modelo concreto, algumas ferramentas são necessárias. E nem todas dependem do estilista.

Nos Estados Unidos, o design de superfície (surface design, como eles falam por lá) é responsável pela elevação do conceito de moda, principalmente, no que se refere à utilização dos tecidos. O termo é pouco conhecido aqui no Brasil, mas os profissionais especialistas da área são cada vez mais requisitados.

De acordo com a designer de superfícies e consultora de cores, Renata Rubim, o surface design é o projeto para qualquer superfície e, em moda, dá suporte na criação de peças de vestuário ou acessórios. Se o produto é um vestido, por exemplo, o designer de superfície pode projetar o tecido, criando a malha com base no tipo do fio (fibra), cores e desenhos (estampas). “Ele não é um estilista, mas está por traz daquilo que se vai transformar em uma peça de moda”, comenta Renata.

Diferentemente do rapaz que cria o estilo baseado com o que viu na internet, o designer de superfície vai criar suas próprias estampas, seus desenhos, seus grafismos, suas cores. No mundo fashion, esse procedimento é cada vez mais comum.

A comentarista de moda Débora Mateus, que vive em Paris (França), destaca a utilização do surface design por muitos criadores de moda da Europa e dos Estados Unidos. Técnicas como decalques, impressões e pinturas em materiais do meio têxtil são usadas por estilistas para diferenciar peças, reproduzir novas texturas e estampas na hora de lançar um estilo único. “Para as grandes marcas da alta costura como a Louis Vuitton, por exemplo, o uso de pintura à mão e de grafites sobre o couro monogramado caracteriza o estilo do design próprio das bolsas que estão entre as mais desejadas no mundo”, comenta. Entre as novidades das últimas semanas de moda do hemisfério norte, Débora destaca a grafitagem, que reaparece em cores flúor na coleção especial criada por Marc Jacobs, diretor artístico da Vuitton, para homenagear o estilista nova-iorquino Stephen Sprouse – responsável pelos desenhos das famosas bolsas Grafiti lançadas pela marca em 2001.

A influência de novos conceitos em design está presente até mesmo em coleções de estilo mais cult, como é o caso das peças criadas pela sueca Fredriksson, que adota a reprodução de fotos em estampas. “Nas marcas mais populares, como a brasileira Havaianas, o uso de estampas de florais faz dos chinelos acessórios de tendência diferenciados e reconhecidos mundialmente”, diz.

Aliás, nos últimos anos, a indústria calçadista tem demonstrado forte presença do design de superfície nas suas criações. Ele está nos solados com relevo, nos saltos coloridos, nos desenhos sobre o tecido ou o couro. A professora do curso de Design da Universidade Positivo, Eliza Sawada, comenta que a indústria de calçados brasileira é uma das que mais têm demonstrado interesse por profissionais com conhecimento em técnicas de padronagem desenvolvidas no surface design no país. “A arquitetura, a decoração e a indústria moveleira também têm impulsionado o segmento ainda pouco conhecido no Brasil”, revela.

A carioca da gema e gaúcha por opção, Renata Rubim, é uma das pioneiras do design de superfície por aqui. Há mais de 20 anos, ela tomou contato com o termo nos Estados Unidos. Especializou-se e voltou para o Brasil. Desde então, procura difundir as técnicas aprendidas lá fora com cursos e workshops por todo o país. A aceitação tem sido ótima, segundo ela. Um designer de moda, por exemplo, tem muito a ganhar com o surface design. “É muito importante ao designer de moda que ele tenha um grande conhecimento dos materiais para poder utilizá-los corretamente e, melhor do que isto, utilizar aproveitando da melhor maneira os recursos destes materiais. Portanto, se ele gostar e se sentir atraído pelas técnicas de estamparia, ou de malharia e tecelagem, vai poder ser o autor completo do projeto, como acontece em outros países” diz.

Design de superfície em curso da Universidade Positivo

Renata Rubim estará em Curitiba no início de maio para ministrar curso de extensão em Design de Superfície, na Universidade Positivo. Voltado a profissionais e estudantes de design, arquitetura, moda, artes, publicidade, artesanato, ilustração e áreas afins, o curso tem o objetivo de trabalhar a criatividade para desenvolvimento de soluções próprias com base na metodologia específica e em técnicas fundamentais de “rapport”, capacitando para a compreensão dos processos em superfícies contínuas. O foco também será dirigido a projetos do mercado real para futura aplicação.

Em relação à moda, Renata vai apresentar peças que podem ser desenhadas pelo designer de superfície, entre eles os tecidos estampados, grafitados, coloridos, entre outros. Também serão demonstradas técnicas básicas e avançadas de composição em padrões repetitivos e aplicação em projetos.

O curso será realizado de 7 a 9 de maio. As inscrições podem ser realizadas até o dia 7 de maio pela página da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Positivo (http://extensao.up.edu.br), pelos telefones (41) 3317-3092 e 3317-3201 e no Prédio da Pós-Graduação e Extensão da Universidade Positivo (Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 – Campo Comprido).

Curso de extensão Design de Superfície
Local: Universidade Positivo – Bloco Vermelho – Ateliê 1 (Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 – Campo Comprido)
Datas e horários: De 7 a 9 de maio; quinta e sexta-feira, das 14h às 18h, e sábado, das 9h às 18h.
Investimento:
Inscrições até 30/04: R$ 440,00 (duas parcelas de R$ 220,00)
Inscrições após 30/04: R$ 520,00 (duas parcelas de R$ 260,00)
Mais informações e inscrições pelo site http://extensao.up.edu.br, pelos telefones (41) 3317-3092 e 3317-3201 e no Prédio da Pós-Graduação e Extensão da Universidade Positivo (Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 – Campo Comprido)

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